Missionários
Claretianos Brasil

Necrologium Claretianum

Padre Geraldo Muniz de Menezes

24/01/1967 (52 anos)

São Paulo, SP, Brasil

São Paulo, SP, Brasil

Pe. GERALDO MUNIZ DE MENEZES (1967)

 

Nascimento: 05 de janeiro de 1915

Localidade: São Manoel-MG, Diocese de Mariana

Pais: Sr. Francisco e Sra. Aldegundes

Profissão Religiosa: 08 de dezembro de 1931

Ordenação: 23 de dezembro de 1939

Falecimento: 24 de janeiro de 1967, em São Paulo, 52 anos

 

São Manoel, cidade da zona da mata mineira, Diocese de Mariana, fundada pelo “Capitão de Mato” Sr. Constantino Pinto Monteiro, bisavô do Pe. João Batista Monteiro Leite, Claretiano, foi o lugar onde nasceu o menino Geraldo de Menezes, no dia 05 de janeiro de 1915. O Livro do Tombo da referida cidade, hoje chamada Eugenópolis (antiga São Manoel), começa assim: “O Sr. Constantino Pinto com os seus índios purís, fundou aqui a primeira capela (a São Sebastião) e as casas ao redor”. São Manoel, atualmente chama-se Eugenópolis, devido um filho da terra: Eugênio da Silva desempenhando o cargo de Cônsul, em homenagem ao filho ilustre, trocou-se o nome para Eugenópolis.

Os pais de Geraldo, Sr. Francisco, apelidado pelos conterrâneos, de seu Chico Muniz e Da. Aldegundes, chamada de Margarida, devido a dificuldade de seu nome, eram cristãos fervorosos e souberam infundir educação cristã aos seus filhos, providenciando, nas horas exatas, o batismo, a crisma e a primeira Eucaristia.

Geraldo, menino muito puro, desde pequeno exerceu o múnus de coroinha. Ao contato constante com o Pe. Fernando, Mestre da Comunidade de Carangola. Missionário claretiano, grande recrutador de vocacionados, sentiu-se chamado e entrou na Congregação no ano 1927 com outro colega coroinha, que não perseverou.

A estes dois juntou-se mais um, vocação adulta, da mesma cidade angariado também pelo Pe. Fernando Mestre e assim formaram três que tomaram parte da turma de prepostulantes de 1927 que do pré-seminário de São Paulo partiram para Curitiba, a 20 de dezembro do mesmo ano.

O Sr. Menezes, muito inteligente, após este ano de preparação para o Latim, em São Paulo, cursou brilhantemente os anos de latinidade em Curitiba. Em 1931 passou para Guarulhos, onde fez o ano de prova, o Santo Noviciado, com muito proveito, é verdade, mas com certo carinho por parte do mestre de Noviços, pois o Sr. Menezes foi sempre meio delicado de saúde. Começou a Filosofia, os dois primeiros anos em Rio Claro, Chácara Paraíso.

Pela troca dos Colégios, o escolasticado de Rio Claro que passou para Curitiba e o seminário Menor para Rio Claro, o Sr. Menezes completou em 1934, a Filosofia, 3º Ano, e seguiu cinco anos de Teologia, compreendendo Dogma, Moral, Direito Canônico, História Eclesiástica, etc., em Curitiba. Fê-los brilhantemente devido a sua capacidade, não obstante a fraca saúde.

Durante os estudos, nas datas marcadas, foi recebendo a Tonsura, as Ordens Menores, o Subdiaconato e Diaconato. Terminados os estudos eclesiásticos, subiu os degraus do altar como sacerdote de Deus no dia 23 de dezembro, em homenagem à data do nascimento do Fundador dos Missionários Claretianos, Santo Antônio Maria Claret.

Uma vez sacerdote, seu primeiro destino foi Batatais e aí se desempenhou bem como Professor do internato e externato do Colégio São José. Como Professor sempre exerceu este cargo com muita proficiência, com respeito, pontualidade às aulas, sendo respeitado pelos seus grandes conhecimentos do Português e outras matérias que lecionava; como religioso sendo muito assíduo aos atos de comunidade, rezando a sua santa missa com piedade e dando atendimento às confissões e às capelanias que se lhe confiavam.

Dentro dos 27 anos de sua vida sacerdotal, além de sua atividade docente em Batatais, exerceu-a na Escolasticado de Curitiba, onde foi eleito Superior e também desempenhou em Londrina trabalhos ministeriais e apostólicos.

Foi escolhido Secretário Provincial, cargo que exerceu de 1962 a 1966. Durante este tempo de vida em São Paulo, celebrou com grande alegria as suas Bodas de Prata sacerdotais, acompanhado de seus colegas sacerdotes, irmãos de hábito.

Sempre foi doentio e há dez anos vinha sofrendo, sem o saber, de repetidas crises provocadas pela insidiosa doença de “Chagas”. As suas muitas idas à Lindóia eram motivadas pela supradita doença. Há mais de um ano um espasmo lhe causara uma semi-paralisia de um lado. Quem sabe tenha isto acontecido psicologicamente após ser cientificado que era portador desta maligna doença?

No dia 23 de janeiro de 1967, sobreveio-lhe a crise mais aguda que provocou o desenlace no dia imediato vindo a falecer no dia 24 na Santa Casa de São Paulo,  com 52 anos de idade, dos quais 35 vividos no seio da Congregação amada, assistido pelos pelos coirmãos de hábito, seus confrades da comunidade de São Paulo, após ter recebido os Santos Sacramentos da Igreja. Que Deus lhe conceda o repouso da luz eterna!

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