Na noite do sábado, 2 de agosto de 2025, a Paróquia Nossa Senhora da Abadia, em Goianésia/GO, acolheu com emoção a Profissão Perpétua de Felipe César Rodrigues Simão, CMF. O jovem, natural da cidade, deu seu “sim” definitivo à vida religiosa na Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria.
A missa foi presidida pelo Superior Provincial, Pe. Eguione Nogueira Ricardo, CMF, e contou com a presença de religiosos claretianos, familiares, amigos e fiéis da comunidade paroquial, que acompanharam com alegria cada momento da celebração.
Durante a homilia, Pe. Eguione recordou que a comunidade já havia vivido recentemente um momento de luto com a morte do Pe. Matias, e que agora experimentava a alegria de ver um filho da cidade consagrando-se para sempre a Deus.
“Hoje essa comunidade se reúne com a Congregação na alegria de um filho desta terra poder dizer sim, por toda a vida. Ter um claretiano de Goianésia é algo que alegra muito a Congregação, porque é também fruto da oração e do trabalho realizado ao longo dos anos”, afirmou.
Inspirado nas leituras do dia, o Superior Provincial destacou que a vocação nasce do encontro com Deus e do desejo de escutá-Lo.
“Deus chama pelo nome: Samuel, Felipe… A vocação, antes de ser resposta, é escuta. E exige de nós um coração atento, capaz de reconhecer os sinais de Deus na própria história.”
Pe. Eguione também falou sobre a liberdade como fundamento da entrega religiosa:
“O chamado de Deus não é imposto. É proposto com delicadeza, e só ganha forma quando encontra uma resposta livre e corajosa. O Felipe respondeu com liberdade. Disse: ‘Eis-me aqui’. E esse sim é para sempre.”
O rito da profissão
Após o Evangelho, o rito teve início com o chamado do candidato, que se apresentou diante do Superior Provincial. Após a homilia, foi interrogado publicamente e expressou sua disposição de seguir a Cristo por meio da vida religiosa.
A comunidade rezou a Ladainha de Todos os Santos e, em seguida, o Pe. Eguione invocou o Espírito Santo. Felipe, então, professou os votos perpétuos de pobreza, castidade, obediência e o especial voto de serviço ao Imaculado Coração de Maria. Recebeu a cruz — sinal de Cristo — e foi acolhido pelos irmãos claretianos com calorosos gestos de fraternidade.
“O sim que hoje pronunciei é resposta, não mérito”
No final da celebração, Felipe dirigiu palavras de gratidão aos presentes, recordando sua trajetória e a importância da comunidade de Goianésia na descoberta de sua vocação.
“O sim que hoje pronunciei, gestado no silêncio e fecundado pela graça, é resposta a uma certeza: não sou eu o protagonista desta história. É Deus quem toma a iniciativa, quem ama primeiro, quem conduz e sustenta.”
Felipe lembrou que o maior desafio nem sempre foi saber se Deus o chamava, mas ter coragem para responder.
“A profissão religiosa é resposta, não mérito. É graça que ultrapassa. A pobreza, a castidade e a obediência não são renúncias vazias, mas adesão plena àquele que é tudo.”
Ao agradecer aos pais Valmírio e Denise, à irmã Verônica, à avó Felipa, aos amigos, formadores e irmãos de caminhada, Felipe expressou a alegria de professar seus votos no mesmo lugar onde deu os primeiros passos na fé:
“Foi aqui, nesta paróquia, que pela primeira vez me perguntei sobre os planos de Deus para mim. E é aqui que hoje dou a resposta definitiva.”
Emocionado, também dirigiu um agradecimento especial aos que o acompanham de outros países, especialmente aos irmãos da comunidade formativa em Colmenar Viejo (Espanha) e aos amigos da Província de Santiago.
Antes de concluir, fez um apelo por vocações:
“Rezem pelas vocações. Rezem para que os jovens tenham coragem de escutar o chamado de Deus. Rezem por mim, para que eu seja fiel à graça recebida.”
A celebração foi encerrada com os missionários claretianos e os estudantes entoando o hino da Congregação em honra ao Imaculado Coração de Maria, gesto que expressou a pertença de Felipe à família claretiana, agora de forma definitiva.

























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